Os critérios de reajuste do piso do magistério foram debatidos pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, com os ministros da Educação, Camilo Santana; das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e com representantes de entidades representativas em uma reunião na Palácio do Planalto na noite de terça-feira, 13 de janeiro. O líder municipalista voltou a mostrar preocupação com os desafios enfrentados pelos prefeitos com a falta de recursos para garantir o aumento salarial e, nesse sentido, mostrou levantamentos feitos pela Confederação que evidenciam o difícil cenário das prefeituras em todo o país.
Durante o encontro, Ziulkoski apontou os impactos para a gestão municipal nos últimos anos com os percentuais de reajuste que ficam muito acima da inflação e que esse crescimento tem comprometido uma parte significativa das receitas das administrações locais para outros investimentos na Educação. Ele reiterou que reconhece a importância da categoria, mas é necessário o apoio da União no custeio. “Não somos contra o pagamento do reajuste aos professores. Só que a gente precisa ter esse dinheiro para pagar. Temos um levantamento em que muitos dos Municípios não conseguiram dar esse aumento e necessitamos dos repasses para cumprir com essa obrigação”, enfatizou o presidente da CNM.
Ao ouvir os posicionamentos da CNM e de outros participantes da reunião, a ministra Gleisi Hoffmann sugeriu um novo encontro nos próximos dias para buscar consenso sobre a matéria. “A gente pode estabelecer um prazo para analisar essa proposta”, disse. A expectativa é de que essa reunião ocorra na semana que vem.
Mobilização e Marcha
Depois do encontro, o presidente da CNM entregou um convite aos ministros para que eles e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participem da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O maior evento municipalista da América Latina em número de autoridades será realizado na capital federal entre os dias 18 e 21 de maio. Faça aqui a sua inscrição.
Ziulkoski também solicitou à ministra Gleisi Hoffmann um encontro no dia 24 de fevereiro, data em que está marcada, também em Brasília, uma mobilização com gestores de todo o país contra o avanço de pautas-bombas no Congresso Nacional. Confirme a sua presença aqui.
Por: Allan Oliveira
Da Agência CNM de Notícias